
navegar é preciso, pensar não é preciso
6 de maio de 2007
É preciso pensar, mas não muito. Meu pensar nunca é preciso, é mais previsão. Minha previsão nunca é precisa, mas eu faço. Porque preciso, ou não, mas faço. É como me guiar numa estrada que não sei aonde vai me levar, ou se ela realmente é uma estrada. Aparenta, pelo menos. Mas essa aparência é outra previsão sem precisão. Seria então essa previsão um mero desejo? Seria essa solução prevista como algo que nunca pode acontecer um pensamento sem aparência concreta? Em outras palavras, eu viajo? Ou simplesmente enxergo o que ninguém mais pode ver? A verdade é que não há verdade até que ela aconteça ou se torne mentira. Aí eu paro e penso: “Meu desejo é tamanho que me faz aparentar um previsão imprecisa?”
Se todas as coisas devem ser de alguma forma premeditada, como ficam os imprevistos? Não ficam? Quantas perguntas! Poucas respostas! O meu pensamento voa, vira sonho, volta a ser devaneio e fica como apenas uma idéia. A certeza existe, assim como a incerteza. E é isso que me tira o sono e que me faz dormir tão bem. Essa coisa de ser paradoxal deixa qualquer um maluco. Então eu penso, e tomo uma decisão: Não pensar mais! Logicamente, não consigo. Ó infortúnio que é pensar, mano!
Minha decisão de hoje, minha previsão imprecisa, minha situação incompleta, meu desejo incontido, minha loucura parcial, minha felicidade instantânea tem nome, tem lugar, tem direção, tem jeito, tem dor, tem sentimento. Tem tudo enquanto não tenho nada. Há um trabalho a ser feito, há uma briga a se vencer, há uma conquista a buscar, há um amor a se desejar, sempre há algo por se fazer. E o mais incrível que nunca sabemos o que fazer. Sempre estamos perdidos, ou pelo menos pensamos que estamos.
Aí chega o momento em que encontramos a resposta. E que lindo momento..
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