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the unfair circle

3 mai

o círculo simplesmente não fecha. e isso cansa! é fácil explicar, por isso se torna tão ruim. a gente se doa, no início mais, e com o desgaste, menos. e a recompensa não vem. simplesmente nada muda. é a desvalorização do já sem valor.

e aí, inconsciente ou conscientemente, nossa mente não aguenta mais. é muito injusto. você suporta porque pensa que aquilo vai mudar, e mais, que é necessário. mas não o é. e se um lado dá mais que o outro, vem o desequilíbrio. e com ele o desânimo. afinal, você nem queria estar fazendo isso em um primeiro momento, faz porque precisa. porque é socialmente e veladamente obrigado.

mas acontece que uma hora a coisa explode. a barreira não segura por muito tempo. e o círculo nunca vai fechar. ao menos não assim. se fosse o contrário, o outro lado já teria rompido há tempos, tenho certeza. mas eu não posso me dar esse luxo de romper. tenho que esperar o “naturalmente”. só que aí, meu querido, vai ser tudo pro alto. e pra todos os lados, e sem perdão e arrependimento.

e vão me taxar de irresponsável, grosso, mal educado e ingrato. mas ninguém sabe mais do meu círculo do que eu mesmo. odeio tudo isso.

cabum!

27 mar
tem fogo? em diadema sim!

tem fogo? em diadema sim! (foto: Zal/Diário Regional)

eu pensava que sairia às 14h. pobre idiota! para evitar a fadiga, vou colocar o MEU texto, que não sei será editado ou não, aqui. manchete do Diário Regional deste sábado.

Incêndio atinge indústria química no Jd. Ruyce

Explosões e fumaça tóxica assustou moradores vizinhos; cinco pessoas foram hospitalizadas e 30 casas evacuadas

Obede Júnior
Joyce Hara

De Diadema para o Diário Regional

Explosões, calor, fogo e desespero. Este foi o resumo da manhã de ontem dos moradores do Jardim Ruyce, em Diadema, atingidos por um incêndio de grandes proporções em três indústrias localizadas na avenida Nossa Senhora das Graças. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, um total de 18 pessoas foram atendidas e cinco foram hospitalizadas por inalarem fumaça. Cerca de 20 casas da região foram evacuadas, das quais 15 foram atingidas por fogo ou nuvem tóxica.

A partir das 7h da manhã, os moradores das ruas Henrique de Leo, avenida São Bernardo, e avenida Nossa Senhora das Graças já ouviam explosões. Assustadas, as pessoas saíram na rua e depararam com um pequeno rio de fogo, que descia a Henrique e chegava na avenida São Bernardo. O líquido inflamável que vazava de barris da empresa DI-ALL Química Distribuição, alcançou casas e causou destruição de automóveis.

Os bombeiros foram acionados e chegaram ao local por volta das 7h40, quando mais explosões assustavam os residentes. Tambores em chamas voavam como bolas de fogo, um deles quase atingiu um grupo de bombeiros no local. Às 8h30, a fumaça que o incêndio gerou ultrapassava 150 metros de altura. Foi nesta mesma hora que os bombeiros fizeram a primeira busca em casas atingidas, e socorreram duas pessoas que estavam na residência 169 da Henrique de Leo.

Com o fogo aumentando, o Corpo de Bombeiros e o efetivo da Polícia Militar afastaram ainda mais a imprensa e população presente, devido ao risco de desmoronamento dos galpões. Por volta das 10h, caminhões pipa das cidades vizinhas São Bernardo, Santo André e São Caetano, chegaram para auxiliar a equipe atuante, que já utilizava o LGE (Líquido Gerador de Espuma) para combater com mais eficácia o foco do incêndio.

Vizinhas da DI-ALL, a Athenas Isolamento Térmico e Refratários e a IMAGUI Equipamentos e Serviços Ltda. também foram atingidas pelas labaredas.

Mesmo com explosões imprevisíveis, os bombeiros acreditavam que o fogo estava sendo controlado e por volta das 11h10, o incêndio já havia sido extinguido. “Não temos como saber o foco inicial do incêndio, é um trabalho que só a perícia pode dizer”, afirmou o Tenente Coronel do 8º Grupamento do Corpo de Bombeiro (GCB), comandante responsável por todo o ABC.

terminator salvation? não! Diadema again (foto: Zal/Diário Regional)

terminator salvation? não! Diadema again (foto: Zal/Diário Regional)

Apesar da falta de conhecimento das autoridades, um dos moradores do bairro, que não quis se identificar, afirmou ter visto o princípio do acidente. “Um caminhão estava descarregando alguns barris com os produtos, jogando-os do veículo em cima de pneus. No entanto, um dos barris não teve sua queda amortecida e pegou fogo. Foi assim que começou o desespero”, contou.

A escola municipal Jardim União, fica localizada bem próxima a área afetada, mas os alunos foram dispensados e, segundo, a Guarda Civil Municipal não houve feridos. Três quarteirões da região tiveram a energia e o telefone cortados durante a atuação dos bombeiros. As famílias serão relocadas para a escola citada e aguardam definição da prefeitura sobre indenizações e quando poderão voltar às casas para tentar recuperar o que o fogo não consumiu.

Moradores vivem dia de pânico e revolta

Os moradores do Jardim Ruyce, área do local atingido pelo incêndio em três indústrias na manhã de ontem, viveram quatro horas de medo e revolta. Muitos deles perderam tudo, móveis, eletrodomésticos, documentos e automóveis. Felizmente, não foi contabilizada nenhuma vítima fatal.

Segundo os residentes, as explosões começaram às 7h da manhã, quando muitos se preparavam para ir ao trabalho ou levar os filhos à escola. “Quando olhei pela porta vi o fogaréu na frente de casa, tentei salvar o carro, mas não dava, estava muito alto”, revela José Joaquim Fernandez, morador da avenida São Bernardo. “Tive sorte que minha mulher havia saído para levar minha filha na escola e minhas perdas foram somente materiais”, continuou, com um olhar melancólico para a casa destruída pelas chamas.

Há 20m do local, na rua Caetano, os moradores também tiveram de deixar sua casa, sem poderem levar nada. Por volta das 10h, João Nunes Coelho, precisou entrar em sua moradia para buscar o remédio que toma para um cisto que possui no crânio. “Não posso ficar sem o medicamento. Tivemos de sair de uma vez só, era muita fumaça, e chamas muito grandes”, detalha.

Morador há 17 anos do loca, Coelho afirma que ninguém sabia que uma empresa de produtos químicos estava presente no local. “A gente não sabia que tinha produtos químicos ali, a entrada é na rua de trás e nunca vimos funcionários”, revela.

“Só tive tempo de pagar meu neto de quatro meses e correr”, disse o representante comercial Cipriano Lova Filho, vizinho da empresa. Segundo o morador, no momento das primeiras explosões, ele e mais cinco pessoas da família estavam na casa. Todos foram conduzidos para o Pronto Atendimento de Diadema e passam bem. “Acabei de reformar meu imóvel e agora quero saber com o ficará minha situação, pois não tenho para onde ir”, disse.

Já a analista de suporte, Claudine Souza, não escondeu a alegria ao reencontrar a cachorra de estimação Mel. “Acordei com as explosões e só tive tempo de pegar meu irmão e sair de casa. As chamas estavam por toda a rua”, disse.

Segundo dados do Corpo de Bombeiros, 18 pessoas foram atendidas e cinco delas inalaram fumaça.
Cerca de 20 imóveis foram evacuados, sendo que 15 deles foram atingidos pelo fogo ou nuvem tóxica. Quase 500 imóveis ficaram sem energia e a temperatura no local do incêndio chegou aos 1.000 graus célsius (OJ).

visita à joaninha

26 mar
varal? não, é pra ligar a TV mesmo.. (Adonis Guerra/Diário Regional)

varal? não, é pra ligar a TV mesmo.. (Adonis Guerra/Diário Regional)

nas andanças por são bernardo e diadema, eis que ontem conheci o Sítio Joaninha. divisa entre as cidades do abc já citadas, o local é simplesmente abandonado. localizado perto do lixão do alvarenga, as ruas não tem pavimentação, a água não é encanada, e a eletricidade chega às casas da forma como você vê na foto. cada vez mais tenho certeza de que no abc só tem gente fudida, e olha que abc é tido como algo que presta nesse país. imaginem os confins nordestinos e picadas amazônicas? é brasil, amigo, haaja coração.

PS: não vi uma joaninha no local.

explicação

26 mar

o blog não parou. é que me empolguei tanto com Ferris que pensei, bom, Ferris não tem blog! uhu

just kiddin!

la fame et diadheme

17 mar

após quick posts. post decente (tsc)

acontece que quinta passada, quem passou mal fui eu. e muito mal. como não é necessário saber as doenças, aviso, foi caganeira a noite toda. uma loucura! pois bem, meu estômago que já era de papel, ficou de papelíssimo, reciclado ainda por cima. cheiros e pensamentos me enjoavam, sem contar o fato de ficar deitado a quinta inteira me gerar uma baita dor nas costas.

faltei no trabalho, perdi o dia e nada de melhorar. deu que a camila, minha editora, me liga falando se eu estava bem e se poderia ir numa pauta em diadema na sexta pela manhã. bom, sei que é foda no jornal, não tem ninguém e precisamos inventar pautas pra fechar o caderno, falei que ia pra não deixar ninguém na mão.

sexta não acordei pior, mas também não acordei melhor. sem comer direito, sentia enjoôs e falta de disposição, maior do que a costumeira que a labuta me gera.

a pauta era sobre uma comitiva francesa que falaria com o prefeito de diadema sobre a continuação do intercâmbio entre a cidade francesa de montreuil e la citè diadheme! deu que o evento não era pra imprensa (¬¬), e era no gabinete do sr. reali, xerife da cidade do abc. ficamos eu e adonis esperando, o quê  a gente não sabia, mas a assessoria garantiu que ia  conseguir algo pra gente, uma palavrinha rápida. adonis deu sorte e foi chamado primeiro para algumas fotos. e eu fiquei sentado em um sofá de couro preto, que escorregava e torcia minha coluna já prejudicada.

sabe aqueles sofás em que qualquer respiro gera um atrito que gera um som parecido com uma flatulência semi-grave? deu que minha coluna estava gritando, e eu me mexia constantemente, gerando atritos absurdos e sons que fariam imaginar a maior caguinância da história de diadema. a situação fedia. a sorte é que era tudo sonoplastia, meu estômago deu trégua.

mas não por muito tempo.

após horas infernado em uma salinha de espera com uma secretária respondendo emails e outra mulher, que podia muito bem ser quarto zagueiro do glorioso Mauaense, em um calor diadêmico, porque a cidade fica em um vale e cozinha sua população, eu fui chamado para algumas perguntas.

me levanto e a desgraça se anuncia.

o estômago acorda e chora. chora alto. pede colo dando cambalhotas. a situação fica tensa e eu suo frio. sinto mariposas bêbadas na barriga. olho para o sorriso amarelo da assessora, dou um passo e sigo.

pausa na história para uns parentêses. não sabia nada da pauta. não achei o release (que estava obviamente no site da prefeitura). não sabia o que perguntar. sei male male falar português, quanto menos francês. arriscaria meu inglês, que parece me garantir, na minha cabeça, mas a vida real é mais trágica.

voltando. conforme ando a situação vai piorando. pareço ter uma criança, ou melhor, um filhote de mico com urtigas na barriga. tudo me enoja, andar, respirar, olhar o sorriso amarelo da assessora e a porta do gabinete. ia pedir arrego, senão eu vomitaria, literalmente, no gabinete do prefeito de diadema. suícidio jornalístico-regional. certeza.

entro no gabinete e engulo seco. o coração dispara, mas o milagre vem. uma cadeira. sento logo e as coisas se acalmam. o prefeito pergunta meu nome, não entende, obviamente, mas eu nem me importo. ele fala, fala, faaala, e eu não entendo lhufas. aí vem a hora do representante francês, jean marc au revoir, sei lá, e ele fala em português. olha que bom. azar o dele que eu quase pus minha bílis pra fora e não vejo a hora de ir embora. muito blá pra lá e outras risadas de piadas franco-diadêmicas pra cá, o tempo passa e eu ainda faço perguntas tipo:

“qual a importância do intercâmbio para as duas cidades?” (básica)

“o que a frança aprendeu com diadema, e vice-versa?” (essa bem filosófica)

acabou. cumprimentei a todos, que agradeceram minha presença e minha educação por não jorrar vômito em seus ternos franceses e made in taubaté. voltei pra redação e “escrevi” a matéria chupinhando o release. (camila, se você ler isso, é brincadeira tá, um floreio para ilustrar o post! juuuro!) e fui pra casa.

na sexta mesmo sai a matéria pela assessoria de diadema, ela nos manda por email. e olha o jornalista famoso que aparece. aliás, o único jornalista presente:

a fama é para poucos!

a fama é para poucos!

la fame is priceless!

rá!

16 mar

Porco-espinho encontrado no Reino Unido não tem espinhos

Sim, e é conhecido só como Porco! Rá!

sorte jornalística?

1 mar
yummmyyy!!

yummmyyy!!

quick post. história de hoje no mundo. e ela versa sobre sorte.

mas o começo dessas linhas tem a falta de sorte mais comum ao jornalista moderno, o plantão. ok, vão falar que é algo planejado, mas ter de trabalhar é um azar danado. digo no sentido de a gente gostar de algo que exige 7 dias de trabalho por semana, ô zica!

bom, deu que hoje, sábado, tinha de estar às 13h em diadema, tendo dormido às 3h da manhã no alto da lapa, e acordado 10h30 no mesmo lugar.

o pior é que eu teria de ir para Rio Grande da Serra, que fica aonde Judas perdeu o iPod, mas mesmo assim faz parte do Graande ABC. a pauta era sobre placas turísticas confeccionadas pelo centro belas artes de sp. a questão é que não havia placas, assessoria de fezes da cidade não falou os locais turísticos e nem marcou entrevista com qualquer pessoa, inutilidade magnânima. fomos nós quatro, eu, adonis (fotógrafo), raphael (repórter, que foi pra outra matéria, ainda mais longe) e ilson (motorista).

passeando pela cidade que faz neblina às duas da tarde, sério. névoa, neblina, a fucking fog in the middle of afternoon. bom. e pra achar os lugares, as placas, que até então nem sabíamos que não existiam?

passeamos pelas 4 ruas que a cidade tem e nada. vi que os pontos de ônibus eram diferentes. ao passar por um, denotei uma placa prateada. falei:

- ilson, volta lá, eu vi uma placa no ponto, deixa eu dar uma olhada!

deu a volta, parou no posto de gasolina, saí, atravessei a rua, aproximei e li:

“o Ivo do Bar agradece ao prefeito Kiko (rá, rá, rááá) blá blá blá”

fezes, pensei! estava voltando pro carro, xingando a camila, editora que me mandou para tão maldito agradável lugar. vi o frentista abastecendo um carro (não, abastecendo um caracol, duh, obede!), bom, arrisquei:

- opa, você sabe de algum ponto turístico da cidade?

- ahn? ponto turístico aqui? hum.. tem paranapiacaba, mas fica em santo andré. (u.u’)

agradeci e voltei pro carro. ilson tocou pro centrinho de rio grande.

quando estávamos chegando perto da travessia do trem, um carro pisca o farol e pede pra pararmos. pronto, fudeu!

ele desce, vem ao lado do ilson, e manda:

- vocês estão procurando pontos turísticos?

- na verdade, somos do jornal blá blá blá.. (expliquei pauta e tals)

e aí, ele magicamente responde:

- vocês querem falar com o secretário de desenvolvimento econômico e turístico?

pensei: whaat?

olhei pra trás, e vejam só, era o cara que estava abastecendo no posto acima citado.

- sim, claro! o sr. quem é..

- eu sou o secretário de obras urbanas!

só isso. haha. deu que fomos pro “gabinete” dele. ele liga pro outro secretário e marca de nos levarmos no mini-shopping.

chegamos no green shopping. o primeiro shopping-esquina que eu vi, e que deve existir. haha.

paramos na sorverteria. e chega uma pessoa e cumprimenta o ricardo, o secretário do posto, que o apresenta como sérgio, secretário do meio ambiente da cidade. e olha que esse nem foi chamado. a filha dele vai na sorveteria, a do sérgio. minutos depois chega o gilvan, o do desenvolvimento.

conversamos por alguns minutos, porque a pauta é de fezes. vamos embora e ficam os 3, e mais um quarto, que nem sei se era secretário, na sorveteria. em mais um dia de trabalho na húmida e pacata Rio Grande da Serra!

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