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egoísmo e burrice no futebol brasileiro

11 mar

este post visa falar de futebol. futebol e tv.

as tramóias que envolvem CBF e Globo já vem de longos anos. com preferências obscuras e carícias públicas ou não de ambos os lados.

pra quem não sabe, a Globo, com permissão da CBF, que odeia futebol, existe para gerenciar contratos publicitários da Seleção, domina o futebol nacional desde que o mundo é mundo praticamente.

no entanto, em uma medida corajosa e óbvia, o CADE, que fiscaliza abusos de poder econômico, dentre eles monopólio, cartel, essas coisas, decidiu pelo fim da preferência Globística e instituiu uma nova forma de licitação, mais justa com todas as redes que quiserem televisionar o esporte bretão.

o Clube dos 13, que reúne os 20 (!) maiores clubes do País, e que vem negociando os valores de direito de transmissão do futebol nacional desde praticamente sua criação, seguindo as indicações do CADE, lançou edital em que deixava claro que a proposta maior, nos termos financeiros, e que cumprisse o quesito técnico, envolvendo qualidade de transmissão e afins, venceria. seriam abertos hoje envelopes das redes transmissoras interessadas. o papelzin com o maior valor venceria e a empresa seria responsável pela transmissão da série A de 2012 a 2014.

começam as tramóias

vendo sua hegemonia e bolso ameaçadas, a globo não fez outra coisa que não desmerecer essa nova licitação. só para se ter uma noção, a Globo pagou pouco mais de 500 milhões de reais pelos direitos do triênio que termina em 2011. a nova licitação estimava que as propostas iniciais teriam que ser acima de 500 milhões. C13 acreditava receber até mesmo o dobro, cerca de 1 bilhão de reais por temporada só em transmissão de TV aberta. corria a boca pequena que a Record, grande rival da Globo, estaria disposta a pagar tudo isso.

foi quando começou o jogo político de merda.

Globo e CBF ameaçando clubes do C13, cobrando favores, jogando sujo, e possivelmente fazendo promessas por fora. a Globo se retirou da licitação e disse que iria negociar a parte com cada clube individualmente. com isso, clubes de merda, como Corinthians, Flamengo e meu Palmeiras, se sujeitaram a Globo e afirmaram que não aceitariam a negociação do C13 em seus nomes. mis da metade do Clube dos 13 fez isso também. afirmaram que conseguiriam mais sozinhos, do que juntos.

porra, NUNCA!

ali no papel, no texto jurídico, o C13 ainda responde por todos esses clubes chamados “dissidentes”, ou seja, cheguei a pensar que a Globo poderia ter dado um tiro no pé deixando de participar da licitação.

mas sua rival, é ainda mais burra que os clubes, pelo menos nessa minha análise em cima dos fatos.

resultado da licitação

hoje pela manhã, no dia da revelação das propostas, a Record também saiu da disputa. alegando cartas marcadas e que o suposto esvaziamento do c13 prejudicaria e blábláblá. deu que a Rede TV, única a fazer proposta, venceu a licitação por módicos 516 milhões de reais. sendo que a própria emissora divulgou que estava disposta a pagar até 700 milhões!!

agora, pensa comigo, chega a Record, e faz mesmo uma proposta de 1 bilhão de reais! ou que seja de 900 milhões, 800.. ou seja, bem maior que a Globo pagaria, a pressão nos clubes dissidentes seria monstra.

a saída da Record da disputa só pode significar duas coisas:

1) são um bando de ingênuos burros que cairam no jogo da Globo, ou

2) não queriam porra de futebol nenhum, era mais pra causar e tentar bater a Globo de alguma forma.

agora eu me pergunto o que esses clubes, principalmente os do Rio, falidos até o cu, pensam quando se aliam a Globo? acham meesmo que a empresa que não mostra os patrocinadores dos clubes/atletas em entrevistas está mesmo pensando o futebol brasileiro como um produto? acham mesmo que vão ganhar sozinhos o que poderiam ganhar juntos? tipo, meeeesmo?

a Globo está preocupada única e exclusivamente com seus lucros (e isso não me importaria se ela não fosse hipócrita em suas notas oficiais). tanto que só passa jogo dos times de mais audiência. isso não é se preocupar com o produto, se você insiste em passar apenas uma parte dele.

o futebol brasileiro tem na sua competitividade e em seus vários grandes clubes uma mina de ouro. mas prefere partir para o egoísmo, no cada um por si, e se esquecem que juntos TODOS podem ser mais fortes.

na minha opinião, o futebol pode passar até na TV Cultura, se os valores forem maiores e se, principalmente, os horários de jogos não forem obcenos como os 21h50 e 22h.

eu quero ir ao estádio em um horário decente e que meu clube receba o que for justo. porque a Globo lucra e muito com o futebol, e não é a Globo que o valoriza, é o futebol que valoriza a Globo.

mas é difícil entender isso. assim como é difícil ser torcedor nesse País.

 

sobre os fins

3 mar

Bye, Doc

cheguei tarde em casa ontem. comi algo e fui ver TV. para minha alegria a globo passava o último episódio de Lost. o último dos últimos. tava dublado? taca um SAP e foda-se, vamo ser feliz.

ou ser triste.

estranhamente, comecei a assistir Lost na globo, lembro claramente de assistir o piloto com meu irmão, na madruga, e pensar, “mano, preciso ver o próximo”. e foi assim por seis temporadas e mais de cem episódios.

esse post nem é pra falar sobre Lost, porque meu, o timming seria horrível. mas sim sobre fins. fim. finito.

eu gostei do final lostístico. achei espetacular. comovente, engraçado e educativo. como terminar algo bom de forma boa é algo reconfortante.

seria um incômodo ver algo muito bom terminar de forma masomeno. creio que seria a sensação inversamente proporcional a algo ruim terminando de forma boa. juuura?

a verdade é todo fim traz tristeza e vazio. mas quando ele é feito de forma maestral, não deixando espaço para arrependimentos, ele nos agrada.

e acabamos por não pensar mais nele. talvez um certo saudosismo gostoso daquela coisa LINDA que não terá mais novidades para você. mas nem faz mal, eu vivi aquilo no seu total, uhu, toca jogar bola.

o engraçado e que, de olhos marejos, após Jack fechar seus olhos pela última vez eu pensei nos fins que passamos na vida. e são tantos!

sometimes "we have to go back" to move forward, né Jack?

seja de coisas como séries terminando, bandas acabando, amigos se afastando, passando por namoros malfadados e parentes sendo levados.

no fim, acaba sendo um fim atrás do outro. uns demoram a acontecer, outros acontecem antes mesmo do início sair de cena.

e isso é cansativo, principalmente se durante nossa vida não vamos criando outras histórias para compensar.

mas também tem aquelas que não temos coragem de terminar, aquelas que não conseguimos terminar. essas são as piores. são como boas séries interrompidas no meio de um episódio. ou então como se “Vampire Diaries” passasse todos os dias, bem no lugar de Chaves e Friends! pensem!

mas pra não dizer que sou só cinzas. eis algumas flores!

ficou perceptível para minha pessoa que sendo tantos os fins em nossas vidas, é mais que natural que a maioria deles possa ter seu roteiro escrito por nós mesmos. podemos finalizar do jeito que gostamos.

não é fácil. o fim de uma história é sua parte mais importante. exige coragem e criatividade. duas qualidades em falta no mundo.

não estou incentivando ninguém a finalizar nada. eu mesmo não farei isso. a ideia deste post é trazer, principalmente a quem vos escreve, uma consciência de mudança. mudar o meio, para que o fim seja excelente.

afinal, nem todo fim precisa ser triste ou significar vazio. ele pode ser feliz, emocionante e duradouro. até que chegue o fim a que todos estão fadados!

fim!

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