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sobre os fins

3 mar

Bye, Doc

cheguei tarde em casa ontem. comi algo e fui ver TV. para minha alegria a globo passava o último episódio de Lost. o último dos últimos. tava dublado? taca um SAP e foda-se, vamo ser feliz.

ou ser triste.

estranhamente, comecei a assistir Lost na globo, lembro claramente de assistir o piloto com meu irmão, na madruga, e pensar, “mano, preciso ver o próximo”. e foi assim por seis temporadas e mais de cem episódios.

esse post nem é pra falar sobre Lost, porque meu, o timming seria horrível. mas sim sobre fins. fim. finito.

eu gostei do final lostístico. achei espetacular. comovente, engraçado e educativo. como terminar algo bom de forma boa é algo reconfortante.

seria um incômodo ver algo muito bom terminar de forma masomeno. creio que seria a sensação inversamente proporcional a algo ruim terminando de forma boa. juuura?

a verdade é todo fim traz tristeza e vazio. mas quando ele é feito de forma maestral, não deixando espaço para arrependimentos, ele nos agrada.

e acabamos por não pensar mais nele. talvez um certo saudosismo gostoso daquela coisa LINDA que não terá mais novidades para você. mas nem faz mal, eu vivi aquilo no seu total, uhu, toca jogar bola.

o engraçado e que, de olhos marejos, após Jack fechar seus olhos pela última vez eu pensei nos fins que passamos na vida. e são tantos!

sometimes "we have to go back" to move forward, né Jack?

seja de coisas como séries terminando, bandas acabando, amigos se afastando, passando por namoros malfadados e parentes sendo levados.

no fim, acaba sendo um fim atrás do outro. uns demoram a acontecer, outros acontecem antes mesmo do início sair de cena.

e isso é cansativo, principalmente se durante nossa vida não vamos criando outras histórias para compensar.

mas também tem aquelas que não temos coragem de terminar, aquelas que não conseguimos terminar. essas são as piores. são como boas séries interrompidas no meio de um episódio. ou então como se “Vampire Diaries” passasse todos os dias, bem no lugar de Chaves e Friends! pensem!

mas pra não dizer que sou só cinzas. eis algumas flores!

ficou perceptível para minha pessoa que sendo tantos os fins em nossas vidas, é mais que natural que a maioria deles possa ter seu roteiro escrito por nós mesmos. podemos finalizar do jeito que gostamos.

não é fácil. o fim de uma história é sua parte mais importante. exige coragem e criatividade. duas qualidades em falta no mundo.

não estou incentivando ninguém a finalizar nada. eu mesmo não farei isso. a ideia deste post é trazer, principalmente a quem vos escreve, uma consciência de mudança. mudar o meio, para que o fim seja excelente.

afinal, nem todo fim precisa ser triste ou significar vazio. ele pode ser feliz, emocionante e duradouro. até que chegue o fim a que todos estão fadados!

fim!

the unfair circle

3 mai

o círculo simplesmente não fecha. e isso cansa! é fácil explicar, por isso se torna tão ruim. a gente se doa, no início mais, e com o desgaste, menos. e a recompensa não vem. simplesmente nada muda. é a desvalorização do já sem valor.

e aí, inconsciente ou conscientemente, nossa mente não aguenta mais. é muito injusto. você suporta porque pensa que aquilo vai mudar, e mais, que é necessário. mas não o é. e se um lado dá mais que o outro, vem o desequilíbrio. e com ele o desânimo. afinal, você nem queria estar fazendo isso em um primeiro momento, faz porque precisa. porque é socialmente e veladamente obrigado.

mas acontece que uma hora a coisa explode. a barreira não segura por muito tempo. e o círculo nunca vai fechar. ao menos não assim. se fosse o contrário, o outro lado já teria rompido há tempos, tenho certeza. mas eu não posso me dar esse luxo de romper. tenho que esperar o “naturalmente”. só que aí, meu querido, vai ser tudo pro alto. e pra todos os lados, e sem perdão e arrependimento.

e vão me taxar de irresponsável, grosso, mal educado e ingrato. mas ninguém sabe mais do meu círculo do que eu mesmo. odeio tudo isso.

Pensar, mano!

20 mai
navegar é preciso, pensar não é preciso

navegar é preciso, pensar não é preciso

6 de maio de 2007

É preciso pensar, mas não muito. Meu pensar nunca é preciso, é mais previsão. Minha previsão nunca é precisa, mas eu faço. Porque preciso, ou não, mas faço. É como me guiar numa estrada que não sei aonde vai me levar, ou se ela realmente é uma estrada. Aparenta, pelo menos. Mas essa aparência é outra previsão sem precisão. Seria então essa previsão um mero desejo? Seria essa solução prevista como algo que nunca pode acontecer um pensamento sem aparência concreta? Em outras palavras, eu viajo? Ou simplesmente enxergo o que ninguém mais pode ver? A verdade é que não há verdade até que ela aconteça ou se torne mentira. Aí eu paro e penso: “Meu desejo é tamanho que me faz aparentar um previsão imprecisa?”

Se todas as coisas devem ser de alguma forma premeditada, como ficam os imprevistos? Não ficam? Quantas perguntas! Poucas respostas! O meu pensamento voa, vira sonho, volta a ser devaneio e fica como apenas uma idéia. A certeza existe, assim como a incerteza. E é isso que me tira o sono e que me faz dormir tão bem. Essa coisa de ser paradoxal deixa qualquer um maluco. Então eu penso, e tomo uma decisão: Não pensar mais! Logicamente, não consigo. Ó infortúnio que é pensar, mano!

Minha decisão de hoje, minha previsão imprecisa, minha situação incompleta, meu desejo incontido, minha loucura parcial, minha felicidade instantânea tem nome, tem lugar, tem direção, tem jeito, tem dor, tem sentimento. Tem tudo enquanto não tenho nada. Há um trabalho a ser feito, há uma briga a se vencer, há uma conquista a buscar, há um amor a se desejar, sempre há algo por se fazer. E o mais incrível que nunca sabemos o que fazer. Sempre estamos perdidos, ou pelo menos pensamos que estamos.

Aí chega o momento em que encontramos a resposta. E que lindo momento..

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