cheguei tarde em casa ontem. comi algo e fui ver TV. para minha alegria a globo passava o último episódio de Lost. o último dos últimos. tava dublado? taca um SAP e foda-se, vamo ser feliz.
ou ser triste.
estranhamente, comecei a assistir Lost na globo, lembro claramente de assistir o piloto com meu irmão, na madruga, e pensar, “mano, preciso ver o próximo”. e foi assim por seis temporadas e mais de cem episódios.
esse post nem é pra falar sobre Lost, porque meu, o timming seria horrível. mas sim sobre fins. fim. finito.
eu gostei do final lostístico. achei espetacular. comovente, engraçado e educativo. como terminar algo bom de forma boa é algo reconfortante.
seria um incômodo ver algo muito bom terminar de forma masomeno. creio que seria a sensação inversamente proporcional a algo ruim terminando de forma boa. juuura?
a verdade é todo fim traz tristeza e vazio. mas quando ele é feito de forma maestral, não deixando espaço para arrependimentos, ele nos agrada.
e acabamos por não pensar mais nele. talvez um certo saudosismo gostoso daquela coisa LINDA que não terá mais novidades para você. mas nem faz mal, eu vivi aquilo no seu total, uhu, toca jogar bola.
o engraçado e que, de olhos marejos, após Jack fechar seus olhos pela última vez eu pensei nos fins que passamos na vida. e são tantos!
seja de coisas como séries terminando, bandas acabando, amigos se afastando, passando por namoros malfadados e parentes sendo levados.
no fim, acaba sendo um fim atrás do outro. uns demoram a acontecer, outros acontecem antes mesmo do início sair de cena.
e isso é cansativo, principalmente se durante nossa vida não vamos criando outras histórias para compensar.
mas também tem aquelas que não temos coragem de terminar, aquelas que não conseguimos terminar. essas são as piores. são como boas séries interrompidas no meio de um episódio. ou então como se “Vampire Diaries” passasse todos os dias, bem no lugar de Chaves e Friends! pensem!
mas pra não dizer que sou só cinzas. eis algumas flores!
ficou perceptível para minha pessoa que sendo tantos os fins em nossas vidas, é mais que natural que a maioria deles possa ter seu roteiro escrito por nós mesmos. podemos finalizar do jeito que gostamos.
não é fácil. o fim de uma história é sua parte mais importante. exige coragem e criatividade. duas qualidades em falta no mundo.
não estou incentivando ninguém a finalizar nada. eu mesmo não farei isso. a ideia deste post é trazer, principalmente a quem vos escreve, uma consciência de mudança. mudar o meio, para que o fim seja excelente.
afinal, nem todo fim precisa ser triste ou significar vazio. ele pode ser feliz, emocionante e duradouro. até que chegue o fim a que todos estão fadados!
fim!




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